Haters, o que é realmente ser útil para a sociedade?


A internet é o lugar de grandes artistas, pessoas criativas, engajadas e inovadoras. É também cenário de boas discussões, pesquisas e troca de informação. É na internet que muitas coisas começam a acontecer e com isso também veio a possibilidade de relacionamentos antes inimagináveis, a aproximação por afinidades passou a ser algo muito mais simples.

Mas, infelizmente, é nas redes que encontramos também um grande número de cidadãos preparados para ofender, criticar e apontar somente os erros, ridicularizar e diminuir o que quer que seja. São os chamados “Haters”.

Com o meu perfil público nas redes sociais não tem como escapar deles, tenho sorte por não ter que lidar sempre com isso. Tenho mais admiradores do que haters, ainda bem! Para quem cria conteúdo online, é de se esperar que receba críticas negativas, porque existem “os ocupados” em desmerecer o trabalho das pessoas.

Os odiadores são capazes de difamar por não possuir perfil semelhante, não estão ligadas por empatia, pelo contrário só estão ali por ódio. Se não tem afinidades comigo, com a minha vida, com o meu trabalho, se não entende de moda, se não tem bom senso para saber diferenciar trabalho de vida privada, porque seguir um digital influencer nas redes sociais? Não vai realmente ganhar nada com isso, porque não vai se beneficiar das dicas e do conteúdo.

Trabalho desde os meus 16 anos por opção, sou esforçada, dedicada e feliz com minha vida e meu trabalho. O que muita gente não entende, talvez, é que eu trabalho sério. Horas e horas. Sou reconhecida por isso, sou paga, faço parcerias com empresas sérias e respeitadas. Guardar memórias, partilhar ideias, comunicar com outras pessoas. As redes sociais aproximam-nos mais uns dos outros. Fazem-nos ver o mundo com outros olhos. Evoluir, aprender muito, e isso é fantástico!

O problema aqui são os novos trabalhos, antes não existia, ser blogger, youtubber, instagramer, imaginavam que isso seria possível quando eram crianças? Não! Nem eu! Estudei para ser útil a sociedade, fiz mestrado em arquitetura na Universidade do Porto considerada uma das melhores universidades desse curso, fiz inúmeros cursos de moda nas universidades mais conceituadas e importantes do mundo. Porque ser médico, advogado, jornalista, são profissões perfeitas e só essas podem ser respeitadas? Porque uma pessoa que gosta de arte ou de música não pode ter isso como objetivo de vida? E o que é realmente ser útil à sociedade?

Ser artista, atriz ou digital influencer, ser dona de casa, seja lá o que uma pessoa escolha ser, ela tem que ser valorizada pelo que faz, quem somos nós para julgar a inteligência ou as capacidades de alguém, as escolhas de vida?

Se a minha vida não é perfeita nos olhos de um hater, paciência! Eu sou feliz! Muito feliz! Desde criança sempre fui independente, fiz intercâmbio aos 15 anos nos EUA, fiz faculdade fora e comecei a conhecer o mundo nova, antes de casar viajei muito, fui para o Hawaii, França, República Tcheca, Alemanha, Espanha, e muitos outros países. Viajar sem duvida foi sempre uma coisa que me moveu, que me despertou sentimentos, para mim, parte da minha felicidade da vida está em viajar, em aprender. Depois que casei continuo fazendo o que amo, não mudei de vida. Graças a Deus sempre tive uma família que me deu muitas possibilidades, sempre me impulsionando, tenho uma boa formação e valores. Minha mãe e meus avós sempre me ensinaram a não me achar nem melhor nem pior do que ninguém.

Já recebi mensagens de portugueses e brasileiros, geralmente são pessoas desocupadas e muitas vezes nova.

Existe hoje tanta tecnologia para sermos pessoas melhores, porque usar para prejudicar o outro? Odiar sem nem ao menos ter ideia da vida da outra pessoa, por questões mesquinhas e egoístas, ou pelo que o outro aparenta ser, porque?

Já parou para pensar que uma foto não define a vida da pessoa? Ou vídeos de até 5 minutos nos Stories no Instagram não é as 24h do dia daquela pessoa?

Ser jovem não é motivo para ser um leigo idiota, sem limite, hoje em dia temos muita informação à disposição.

Internet não é palhaçada, e o mundo lá fora é cruel. Uma mensagem ofensiva à outra pessoa por motivos que nem sabe ao certo, por favor! Hater, a vida vai além de um monitor de computador, acredite.

Se me incomoda? Sim, muitas vezes aparecem mensagens com crueldade e muita agressividade. Já recebi mensagens do gênero: “vá embora para o seu país, aqui não é bem vinda!”, “ser blogger? Isso é emprego?”, “não faz nada da vida”… e por aí vai, não vale a pena nem escrever aqui.

Na minha percepção quando essas pessoas fazem um comentário é porque já está se sentindo excluído por algo, se sente rejeitado de alguma forma da nossa sociedade, é alguém que chegou no limite e possui a autoestima MUITO instável. Esse Hater é solitário. Esse sentimento de ódio traz a falsa sensação de prazer (porque ele é momentâneo!) e a ilusão de poder. Tenho pena de pessoas assim. Precisam de ajuda.

Liberdade de expressão é um direito de todos e que deveria ser usado para contribuir para uma melhoria de vida de cada um. Infelizmente o que se vê na internet são competições de ódio, impondo opiniões como certas.

Os haters vão sempre odiar, mas já parei para pensar nisso e podem acreditar que eles ajudam! Porque dão mais visibilidade e números nas redes sociais e é isso que gera o lucro das figuras públicas, ou seja, participam do mercado pelo engajamento.

O que leva alguém a ser hater? São muitas possibilidades, mas são pessoas frustradas com a própria vida, que estão chateadas por algum motivo ou agem assim por diversão mesmo.

Não costumo responder aos comentários e coloco em modo silencioso para não ver atualizações por mensagem privada e em último caso bloqueio porque vejo que não tem porque aquela pessoa está no meu perfil de Instagram. Algumas críticas negativas são sim muito importantes para o crescimento e também podem promover melhorias na minha forma de produzir. Mas estou falando aqui de hater, que não faz crítica construtiva. É ódio gratuito.